A Cidade Onde Envelheço e sua leveza! <3

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É isso! Se tem uma palavra que descreve bem o A Cidade Onde Envelheço, de Marília Rocha, essa palavra é  leveza.

Foi assim que eu saí da sala de cinema. Saí me sentindo bem leve, tranquila e com um sorriso no rosto. O longa mineiro não traz só a história de duas mulheres com perspectivas de vidas diferentes, ele traz uma história de amizade em um estado de espírito tão do bem, que você fica super curioso para saber como será o final e torcendo para que as duas acabem bem, fazendo a escolha certa, ou pelo menos com a vida de cada uma encaminhada.

Elizabete Francisca e Francisca Manoel interpretam Teresa e Cristina em A Cidade Onde Envelheço. Foto: Bianca Aun/ Divulgação
Elizabete Francisca e Francisca Manoel interpretam Teresa e Cristina em A Cidade Onde Envelheço. Foto: Bianca Aun/ Divulgação

O filme traz a vida de Francisca (Francisca Manoel), portuguesa que mora no Brasil – Minas Gerais – e que já tem toda uma vida já adaptada no novo país. Trabalho, amigos, romances, tudo já completam a vida da emigrante. É quando algumas coisas mudam quando ela decide receber em casa uma amiga – também de Portugal – que já tinha perdido um pouco do contato. Teresa (Elizabete Francisca) chega ao Brasil com a cede da curiosidade de um novo mundo, com uma vontade imensa de ficar no país e de começar esse novo – estranho – mundo. E o contato, que no começo era mais seco, por conta do tempo perdido, vai ficando cada vez mais próximo. Francisca e Teresa se veem com desejos opostos e iguais ao mesmo tempo. A vontade de conhecer o novo, de ficar, ou de ir e voltar para o velho.Dúvidas e aventuras ilustram o dia a dia das duas amigas.

Em seu momento observador, Elizabete Francisca em cena no papel da surpreendente Teresa. Foto: Bianca Aun/ Divulgação
Em seu momento observador, Elizabete Francisca em cena no papel da surpreendente Teresa. Foto: Bianca Aun/ Divulgação

Gostei bastante das interpretações das duas atrizes portuguesas. Nada de atuações com “textões decorados”, tudo fluía em cena. Gostei. Gostei muito. Gosto quando eu sinto que elas não sentiam que estavam gravando, que elas nem sabiam que tinham um filme sendo rodado. Óbvio que isso também é de enorme – principal – responsabilidade da diretora. Marília transformou um “drama” –  sim, um drama, pois apesar de ser bem engraçadinho, quando envolvemos a incerteza das escolhas da vida nada fica tão simples assim –  em um filme leve e que fluiu bastante. Ele mesmo foi se desenhando. Não é à toa que o filme já ganhou prêmios de Melhor Filme, Melhor Atriz, Melhor Ator Coadjuvante, Prêmio do Júri, da Crítica, em diversos festivais espalhados pelo país.

Wederson Neguinho no papel do Neguinho. Destaque do filme, principalmente quando dividiu a cena com a personagem Teresa. Foto: Bianca Aun/ Divulgação
Wederson Neguinho no papel do Neguinho. Destaque do filme, principalmente quando dividiu a cena com a personagem Teresa. Foto: Bianca Aun/ Divulgação

Falando em ator coadjuvante, todas as palmas do mundo para o Wederson Neguinho, que interpreta o Neguinho no filme, e que trouxe mais risos e sorrisos para a sala de cinema.

Uma coisa que não posso deixar de ressaltar é que essa leveza tão explorada no longa me recordou muito o filme Francis Ha (uma das minhas paixõezinhas – tenho apego por essa estética de filme, por isso que devo ter gostado tanto dos dois), de Noah Baumbach, com Greta Gerwing. Não sei se a mineira se inspirou em alguma coisa do filme do ano de 2012 para gravar seu filme em 2013, mas as duas produções conversam BASTANTE entre si.

Quer se sentir leve? Quer se sentir feliz? Quer ver uma boa história? Quer sair da sala de cinema com um sorriso no rosto e quase com vontade de saltitar por aí? Assista A Cidade Onde Envelheço.

 

Ah! E desculpas você realmente não tem! O filme estreou nessa última quinta (9), na Sessão Vitrine Petrobras, onde você pode acompanhar estreias brasileiras a cada duas semanas, com sessões diárias! Quer saber mais? Clique aqui.

Ah! E se você também ainda não viu Francis Ha, veja!

Veja a programação completa do filme aqui:

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Carol Cruz

Uma pessoa completamente apaixonada pela cultura (por todo tipo de cultura), uma produtora vidrada pelo mundo do teatro, principalmente dos musicais. Viciada em uma adrenalina de uma produção, seja ela em um ao vivo ou em um evento. Fofurices me encantam mas Caetano também. Escreve culturalmente através deste blog!

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