Cine Olinda recebeu o – lindo – Cineclube CineRua#4: Sapo Cururu

Foto Clélio Thomaz
Foto Clélio Tomaz

O Cine Olinda (cinema de rua da cidade de Olinda em Pernambuco) completa seus 105 anos com portas fechadas. O local que foi inaugurado em 1911 como CineTheatro e que passou a ser chamado de CineOlinda nove anos depois com a administração de Victor Fernandes, já passou/passa por muita coisa.

Primeiro, tudo começou com seu fechamento em 1965. A partir daí ele chegou a virar depósito de açúcar, boliche (WTF????) e alojamento de desabrigados. Em 1979 a prefeitura resolve desapropriá-lo. Só em 1981 que começam a mobilizar recursos para sua revitalização. Mas isso só COMEÇOU em 2003 mas sendo entregue pela gestora – na época – em 2004.

Chegamos em 2014, e um novo projeto foi elaborado e dessa vez quem assinou foi o IPHAN. O IPHAN, que até 2015 tinha feito 50% da obra, suspendeu no último mês o contrato  com a empresa DSH (responsável pelas obras de finalização).

O IPHAN afirma que antes disso foram pagos R$ 593 mil, e que também tentou entregar as chaves para a prefeitura que se negou a receber.

Foto Clélio Thomaz
Foto Clélio Tomaz

Com esse descaso, o CineClube CineRua com o Ocupe Cine Olinda e o Ponto de Cultura Cinema de Animação, realizaram na última quinta-feira (5) o Cineclube CineRua#4: Sapo Cururu com o objetivo de questionar essa situação do cinema.

Na programação tiveram exibição de curtas pernambucanos, como o Cotidiado de Lula Gonzaga e o Bajado de Marcelo Pinheiro, além do longa do grande Jomard Muniz de Brito: Noturno em Ré-cife maior.

Feirinhas de arte, videomapping e o show de Erasto Vasconcelos também animaram a noite.

O projeto não só é bonito, como foi bonito. Com certeza, qualquer pessoa que entrou ontem em Olinda e viu aquele cinema cheio, ocupado e com aquela projeção maravilhosa com a arte do VJ Mozart, ficou encantada com o movimento.

Olha a primeira foto do post e veja como foi bonito, como foi lindo, como foi feliz.

Foto Clélio Thomaz
Foto Clélio Tomaz

Fontes para os dados apresentados na primeira parte do texto:

Márcia Souto (ex-secretária de cultura de Olinda), registrada por Gê Carvalho

IPHAN, em matérias de Bruno Albertim (Jornal do Commercio, março de 2016) e Luiz Joaquim (Folha de Pernambuco, maio de 2015)

Diario de Pernambuco, maio de 1966.

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Carol Cruz

Uma pessoa completamente apaixonada pela cultura (por todo tipo de cultura), uma produtora vidrada pelo mundo do teatro, principalmente dos musicais. Viciada em uma adrenalina de uma produção, seja ela em um ao vivo ou em um evento. Fofurices me encantam mas Caetano também. Escreve culturalmente através deste blog!

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