#Esperado! Sem surpresa nenhuma, “Bingo – O Rei das Manhãs” está fora da competição de melhor filme estrangeiro do Oscar 2018!

No finalzinho a última quinta-feira (14), conhecemos os nomes dos mais novos finalistas que ainda concorrem ao prêmio de melhor filme estrangeiro do Oscar 2018, e o cinema brasileiro já ficou de fora da competição.

“Bingo – O Rei das Manhãs”, de Daniel Rezende, tinha sido o escolhido pela comissão da Associação Brasileira de Cinema para nos representar nessa disputa. O filme, escrito por Luiz Bolognesi e produzido por Caio e Fabiano Gullane, traz a história real – de uma forma adaptada, lógico – de Arlindo Machado, que dava vida ao palhaço Bozzo, na televisão brasileira dos anos 80. Por motivos de direitos autorais o autor teve que trocar o nome original do palhaço por Bingo. A narrativa traz toda a trajetória de Bozzo, que foi um ícone da época, até o momento em que se torna um pastor.

Quando o filme foi lançado, diversas pessoas só falavam sobre ele. De fato é bela produção, mas não para o Oscar de melhor filme estrangeiro. Sinceramente, ele não ter conseguido chegar entre os finalistas, não foi nenhuma surpresa. Essa indicação de melhor filme estrangeiro não pede um filme popular, um filme comercial, nem um filme sem tanta profundidade no drama.

Ok. Bingo pode até ser um filme com uma certa intensidade dramática psicológica, mas não o suficiente para uma estatueta de melhor filme estrangeiro. Só é fazer uma rápida comparação com indicados e vencedores de outros anos. No Oscar,  já marcamos presença nessa categoria com outras grandes produções de textos mais densos como “Central do Brasil”, de Walter Salles, e “O Quatrilho”, de Fábio Barreto. Você pode até me questionar falando: “mas você não pode comparar!”. Nesse caso sim! Posso. Estamos falando de uma competição. Não desmereço, nunca desmerecerei o valor e o potencial de um filme muito bem feito (tecnicamente), com uma linda fotografia, cenário bem tratado – a história ajuda – e boas interpretações dos atores escolhidos, mas Bingo não caberia para um Oscar.

Tínhamos “Como Nossos Pais”, de Laís Bondanzky (sim, tenho muito apreço muito forte por esse filme), tínhamos “O Filme da Minha Vida”, de Selton Mello (gosto, mas talvez ele também não chegaria até o final), e tínhamos também “Era o Hotel Cambridge”, de Eliane Caffé, que, segundo alguns amigos e entendidos do assunto, poderia ter uma grande chance de chegar entre os finalistas.

Quando o nome de Bingo foi revelado como o representante, diversas pessoas comemoram enquanto me questionavam a minha posição de achar que ele não chegaria até a seleção final. O da Laís podia também não chegar, assim como o do Selton e o da Eliane, mas – com certeza – teriam mais “cara” de Oscar do que o do Daniel. É muito frio tratar um filme desse jeito, mas não vejo outra maneira em meio à essa competição.

Mesmo com a saída do brasileiro na categoria de melhor filme estrangeiro, vamos ficar na torcida pois ainda tem produções da RT Feautures, do brasileiro Rodrigo Teixeira, que ainda podem concorrer em uma das categorias do Oscar. “Call me by your name” é uma produção bastante aguardada pelo Globo de Ouro e, quem sabe, pelo Oscar também.

Antes de falar os atuais filmes que ainda estão na competição, quero deixar meu questionamento sobre “The Square”, de Ruben Óstlund, que tem temas que merecem a discussão, o debate, mas que me deixa na dúvida quando se trata dessa estatueta. É aquele humor negro sobre assuntos questionáveis. Gosto bastante da produção. Enfim…

E os filmes que ainda continuam na disputa para melhor filme estrangeiro são:

“A Fantastic Woman”, de Sebastián Lelio, do Chile

“In the Fade”, de Fatih Akin, da Alemanha

“On body and soul”, de Ildikó Enyedi, da Hungria

“Foxtrot”, de Samuel Maoz, de Israel

“The insult”, de Ziad Doueiri, do Líbano

“Loveless”, de Andrey Zvyagintsev, da Rússia

“Felicité”, de Alain Gomis, do Senegal

“The Wound”, de John Trengove, da África do Sul

“The Square”, de Ruben Óstlund, da Suécia

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Carol Cruz

Uma pessoa completamente apaixonada pela cultura (por todo tipo de cultura), uma produtora vidrada pelo mundo do teatro, principalmente dos musicais. Viciada em uma adrenalina de uma produção, seja ela em um ao vivo ou em um evento. Fofurices me encantam mas Caetano também. Escreve culturalmente através deste blog!

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