#Gramado45! A primeira experiência, as homenagens, os cristais e os filmes

 

Entrada do Palácio dos Festivais. Foto: Carolina Cruz/ Culturalmente Falando.

Meu primeiro dia no 45º Festival de Cinema de Gramado , primeiros filmes vistos.

Depois de um dia ótimo, com homenagens, passeios e muito sol na Serra Gaúcha (falamos tudo sobre essa manhã aqui), chegou a hora de conhecer o Palácio dos Festivais, de passar pelo tapete vermelho e de ver os meus dois primeiros filmes.

Atriz argentina Soledad Villamil recebe o Troféu de Cristal. Foto: Carolina Cruz/ Culturalmente Falando.

Antes do filme, a homenagem à Soledad Villamil, atriz argentina e um marco para o cinema latino-americano. Ao subir no palco, Soledad recebeu o carinho de uma plateia que se levantou para aplaudi-la. Emocionada, a atriz ainda assistiu aos depoimentos de amigos de trabalho, que não puderam estar presentes nesse dia, como o diretor Ricardo Darin e o ator Edson Celulari, com quem dividiu a atuação no filme “Teu Mundo Não Cabe Nos Meus Olhos”, do brasileiro Paulo Nascimento. Finalizou a homenagem agradecendo a todos, ao Festival e cantando! A atriz, que também é cantora e que lançou o novo CD hoje (25), no Spotify, cantou na capela à pedido da plateia.

Fim da homenagem, começo dos filmes (brasileiros, pois os estrangeiros foram exibidos anteriormente e, infelizmente, não consegui acompanhar) da Mostra Competitiva Brasileira. O primeiro foi o curta “O Violeiro Fantasma”, de Wesley Rodrigues. A animação de 7 minutos não levou tanto meu coração. Mesmo com ‘repente’, fazendo lembrar da minha orgulhosa origem nordestina, a animação não me chamou tanta a atenção. E um detalhe técnico – não sei se foi por escolha do próprio diretor – me incomodou bastante. Esse detalhe foi a boca de três personagens abrirem e a do personagem principal não. Pode parecer um pouco de besteira, mas…

E vamos para o longa brasileiro da noite. O responsável pelo encerramento do dia 24 foi o filme “Bio”, de Carlos Gerbase. O longa, que traz uma narrativa bastante fragmentada, conta a história “dele”. Um personagem sem nome, que nós não sabemos quem é, que não aparece em nenhum momento do filme, menos quando ainda era bebê. “Um filme com mais de 40 atores que não contracenam entre si”, foi assim que a atriz Maite Proença apresentou o filme quando subiu ao palco junto com a – enorme – equipe. Mas há um porém. Estava conversando com uma parte da equipe dos jornalistas que vieram especialmente para o festival, e nos demos conta que em um dos últimos takes, a própria Maite e Tainá Muller aparecem juntas. Aparecem. Mas se duas atrizes estão juntas na mesma cena, mesmo não falando nada uma com a outra, as duas estão contracenando. Concordam? O filme não foi de agrado geral. Prefiro escrever um post apenas sobre ele, com algumas falas da equipe, que falou um pouco sobre os bastidores e curiosidades, na coletiva de imprensa. Gosto de escrever sempre depois das coletivas para dar a oportunidade de “defesa” ou de explicar melhor

Equipe do filme “Bio”, de Carlos Gerbase. Foto: Carolina Cruz/ Culturalmente Falando.

A noite terminou com um encontro maravilhoso, jantar e vinho entre os críticos que estão aqui. Como sempre digo, o melhor dos festivais é essa troca de conhecimento.

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Carol Cruz

Uma pessoa completamente apaixonada pela cultura (por todo tipo de cultura), uma produtora vidrada pelo mundo do teatro, principalmente dos musicais. Viciada em uma adrenalina de uma produção, seja ela em um ao vivo ou em um evento. Fofurices me encantam mas Caetano também. Escreve culturalmente através deste blog!

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