#Premiados! Veja quem foram os vencedores do Festival de Brasília de Cinema Brasileiro

Os grandes premiados do 49º Festival de Brasília de Cinema Brasileiro. Foto: Junior Arago/ Divulgação
Os grandes premiados do 49º Festival de Brasília de Cinema Brasileiro. Foto: Junior Arago/ Divulgação

Sei sei, sei que estou atrasada com o assunto mas por esses dias está meio complicado atualizar o blog =/ tá puxado… mas P R O M E T O que tudo voltará ao normal logo logo! 🙂

Mas vamos ao assunto principal do post: o Festival de Brasília de Cinema Brasileiro <3

O mais velho – aquele irmão mais velho – festival de cinema do Brasil teve sua 49ª edição finalizada na última terça (28).

Antes das grandes premiações, a  noite começou com uma estreia, a entrega da Medalha Paulo Emílio Salles Gomes, que foi criada este ano, com objetivo de homenagear personalidades da história do cinema no Brasil. Então, o festival resolveu dar início à esta premiação entregando a medalha para o ator, crítico e pensador Jean-Claude Bernardet. “Essa medalha resume a minha vida, porque ela começou quando encontrei o Paulo Emílio, tanto emocionalmente quanto profissionalmente” (…) “Estive com ele em 1965 na Semana do Cinema Brasileiro, embrião do Festival. Naquela época, a semana se tornou espaço de resistência social e política. Essa é uma área em que as pessoas resistiam e lutavam culturalmente. Hoje, o festival reata seu perfil de resistência cultural e política”.*

Por acaso, a noite foi bem pernambucana, pois também teve a rexibição  do filme Baile Perfumado, de Paulo Caldas e Lírio Ferreira, que completa 20 anos da sua primeira exibição (inclusive no próprio Festival). A noite ainda contou com uma breve apresentação de nosso Maracatu, dando um gostinho da nossa cultura que é tão plural.

Entre os vencedores da noite também tivemos um pernambucano entre os destaques: Martírio, de Vincent Carelli em colaboração com Ernesto de Carvalho e Tita. Mas o grande vencedor, aquele que levou mais cadangos, foi a produção mineira A Cidade Onde Envelheço, de Marília Rocha com 4 prêmios.

*Dados tirados do site do Festival.

 

Vamos aos premiados?

E os grandes vencedores de 2016 foram:

 

FILME DE LONGA-METRAGEM

Melhor Filme de longa-metragem – R$ 100 mil

A cidade onde envelheço, de Marília Rocha

Melhor Direção – R$ 20 mil

Marília Rocha, por A cidade onde envelheço

Melhor Ator – R$ 10 mil

Rômulo Braga, por Elon não acredita na morte

Melhor Atriz-  R$ 10 mil

Elisabete Francisca e Francisca Manuel, por A cidade onde envelheço

Melhor Ator Coadjuvante – R$ 5 mil

Wederson Neguinho, por A cidade onde envelheço

Melhor Atriz Coadjuvante – R$ 5 mil

Samya de Lavor, por O último trago

Melhor Roteiro – R$ 10 mil

Davi Pretto e Richard Tavares, por Rifle

Melhor Fotografia – R$ 10 mil

Ivo Lopes, por O último trago

Melhor Direção de Arte – R$ 10 mil

Renata Pinheiro, por Deserto

Melhor Trilha Sonora – R$ 10 mil

Pedro Cintra, por Vinte anos

Melhor Som – R$ 10 mil

Marcos Lopes e Tiago Bello, por Rifle

Melhor Montagem – R$ 10 mil

Clarissa Campolina, por O último trago

Prêmio Especial do Júri Oficial:

Pelo rigor na abordagem e contextualização de uma tragédia brasileira que dura séculos, pela emoção no desenho de uma etnia espoliada e desterritorializada, tema da curadoria desse festival, o prêmio especial vai, por unanimidade, para

Filme: Martírio, de Vincent Carelli em colaboração com Ernesto de Carvalho e Tita

FILME DE CURTA OU MÉDIA-METRAGEM

Melhor Filme de curta ou média metragem – R$ 30.000,00

Quando os dias eram eternos, de Marcus Vinicius Vasconcelos

Melhor Direção – R$ 10.000,00

Fellipe Fernandes, por O delírio é a redenção dos aflitos

Melhor Ator – R$ 5.000,00

Renato Novais Oliveira, por Constelações

Melhor Atriz – R$ 5.000,00

Lira Ribas, por Estado Itinerante

Melhor Roteiro – R$ 5.000,00

Fellipe Fernandes, por O delírio é a redenção dos aflitos

Melhor Fotografia – R$ 5.000,00

Ivo Lopes Araújo, por Solon

Melhor Direção de Arte – R$ 5.000,00

Thales Junqueira, por O delírio é a redenção dos aflitos

Melhor Trilha Sonora – R$ 5.000,00

Dudu Tsuda, por Quando os dias eram eternos

Melhor Som – R$ 5.000,00

Bernardo Uzeda, por Confidente

Melhor Montagem – R$ 5.000,00

Allan Ribeiro e Thiago Ricarte, por Demônia – Melodrama em 3 atos

Premio Especial do Júri

Estado Itinerante, de Ana Carolina Soares

PRÊMIO DO JÚRI POPULAR 

filmes escolhidos pelo público, por meio de votação em cédula própria:

Melhor Filme de longa-metragem – R$ 40 mil

Martírio, de Vincent Carelli em colaboração com Ernesto de Carvalho e Tita

Melhor Filme de curta ou média-metragem – R$ 10 mil

Procura-se Irenice, de Marco Escrivão e Thiago Mendonça

OUTROS PRÊMIOS

TROFÉU CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL – JÚRI OFICIAL

Melhor Filme de longa-metragem: R$ 80 mil

Catadores de história, de Tânia Quaresma

Melhor Filme de curta-metragem: R$ 30 mil

Rosinha, de Gui Campos

Melhor Direção: R$ 12 mil

Vladimir Carvalho, por Cícero Dias, o compadre de Picasso

Melhor Ator: R$ 6 mil

Edu Moraes, de A repartição do tempo

Melhor Atriz: R$ 6 mil

Maria Alice Vergueiro, de Rosinha

Melhor Roteiro: R$ 6 mil

Vladimir Carvalho, por Cícero Dias: o compadre de Picasso

Melhor Fotografia: R$ 6 mil

Waldir de Pina, de Catadores de história

Melhor Montagem: R$ 6 mil

Marcius Barbieri, Rafael Lobo e Santiago Dellape, por A repartição do tempo

Melhor Direção de Arte: R$ 6 mil

Andrey Hermuche, de A repartição do tempo

Melhor Edição de Som: R$ 6 mil

Micael Guimarães, de Cora Coralina – todas as vidas

Melhor Trilha Sonora: R$ 6 mil

Dimir Viana, André Luiz Oliveira, Renato Matos, Claudio Vinícius e GOG, por Catadores de história

TROFÉU CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL – JÚRI POPULAR

Melhor filme de longa-metragem: R$ 20 mil

Cora Coralina – todas as vidas, de Renato Barbieri

Melhor filme de curta-metragem: R$ 10 mil

Das raízes às pontas, da diretora Flora Egécia

PRÊMIO ABCV – ASSOCIAÇÃO BRASILIENSE DE CINEMA E VÍDEO

Conferido pela ABCV – Associação Brasiliense de Cinema e Vídeo a profissional do audiovisual do Distrito Federal

Mallu Moraes (atriz)

PRÊMIO CANAL BRASIL

Cessão de um Prêmio de Aquisição no valor de R$ 15 mil e o troféu Canal Brasil

Melhor Filme de curta-metragem selecionado pelo júri Canal Brasil

Filme: Estado itinerante, de Ana Carolina Soares

PRÊMIO ABRACCINE (Associação Brasileira de Críticos de Cinema)

Melhor Filme de longa-metragem

Pela hábil conexão entre a gramática do documentário e da ficção. Pelo retrato que conjuga a perspectiva de um personagem com as transformações de um Brasil rural. Pela apropriação original da estética do western e o uso potente do som.

Filme: Rifle, de Davi Pretto

Melhor Filme de curta-metragem

Pela sensibilidade na forma com que filma os espaços urbanos. Pela qualidade do trabalho das atrizes, com experiência profissional ou não. Pela forma com que retrata uma violência física e simbólica, valorizando o que está fora de quadro.

Filme: Estado Itinerante, de Ana Carolina Soares.

PRÊMIO SARUÊ

Conferido pela equipe de cultura do jornal Correio Braziliense

No apanhado de filmes selecionados pelo festival, vimos de catadores de lixo a imigrantes em crise, a questão do empoderamento feminino e de gênero, passando por índios batalhadores e artistas órfãos de público. Não faltaram também a disputa pela terra e os cubanos num país em transição. Foi, entretanto, outro grupo de excluídos que chamou a atenção da equipe do Correio: o mérito de melhor momento do festival agrupou libertários representantes da terceira idade, com enorme capacidade de amar, de resistir ao descaso social.

Gui Campos, pelo curta Rosinha!

PRÊMIO MARCO ANTÔNIO GUIMARÃES

Conferido pelo Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro para o filme que melhor utilizar material de pesquisa cinematográfica brasileira

Filme:  Martírio, de Vincent Carelli em colaboração com Ernesto de Carvalho e Tita

PRÊMIO CONTERRÂNEOS

Troféu oferecido pela Fundação CineMemória

Melhor Documentário do Festival

Filme: Vinte anos, de Alice Andrade

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Carol Cruz

Uma pessoa completamente apaixonada pela cultura (por todo tipo de cultura), uma produtora vidrada pelo mundo do teatro, principalmente dos musicais. Viciada em uma adrenalina de uma produção, seja ela em um ao vivo ou em um evento. Fofurices me encantam mas Caetano também. Escreve culturalmente através deste blog!

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