#CFEntrevista a escritora Mica Rocha! <3

Mica Rocha e o seu #ManualdaFossa <3 Foto: Culturalmente Falando
Mica Rocha e o seu #ManualdaFossa

Quem acompanha o site pelas redes sociais (quem ainda não segue tem todas as mídias aqui na barra lateral =D) sabe muito bem que tinha uma entrevista para ir pro ar tem um tempo… Então, finalmente esse dia chegou! Vocês agora vão conferir a entrevista completa com a escritora/roteirista/blogueira/tudo (haha) Mica Rocha! <3

A entrevista aconteceu durante o lançamento do Manual da Fossa no Recife no mês de março. Mica contou para nossa equipe como foi o processo de produção do livro, sobre sua carreira, novos projetos, família, e é claro, snapchat e internet.

Então vamos lá?

Para começar, é claro que não poderíamos deixar de perguntar sobre o #ManualdaFossa (seu primeiro livro).

O Manual da Fossa, ele é um livro que aborda essa fase da vida que é a fossa ou alguma desilusão amorosa mas que eu quis fazer de uma maneira divertida, que a pessoa encarasse esse término de um jeito mais positivo possível. Não é positivo do jeito que “isso não está acontecendo, isso não é ruim, isso não dói.” Porque dói pra caramba, a gente fica ruim mesmo, a gente fica triste, é verdade mas, quando a gente tá com esse sentimento a gente precisa de algo que coloque a gente pra cima, que faça a gente rir pelo menos diante daquela situação em algum momento que a gente só chora, só fica mal. Então, eu quis fazer um manual aonde as pessoas possam encontrar conteúdo, e realmente lerem algo que ajude elas naquele momento mas que não leve isso pro lado muito dramático, muito sério nesse sentido, porque a pessoa já está nesse estado.

Mica Rocha autografando seu Manual e já se preparando para lançar seu segundo livro em outubro. Foto: Culturalmente Falando
Mica Rocha autografando seu Manual e já se preparando para lançar seu segundo livro em outubro. Foto: Culturalmente Falando

Então, eu quis fazer uma coisa que levantasse a autoestima das pessoas. Que fizesse as pessoas pensarem em como elas são especiais e um término é difícil mas elas são muito maiores do que isso e a gente é muito mais forte do que a gente imagina. E a nossa vida não pode ser vivida por causa de boy, por causa de homem. A gente precisa ficar bem com a gente para ter um parceiro na vida – não para ter um homem na vida. Então, eu acho que o Manual é bem nesse sentindo assim, de levantar poeira com bom humor mas também de dar uma força para quem está precisando.

E quando foi que você deu o “start” na internet e como o humor te ajudou nisso? 

Eu comecei na internet falando sobre tudo. Sobre moda, sobre beleza, enfim. Porque eu acho que a gente começa assim, falando sobre tudo que a gente gosta. Eu acho que fui amadurecendo e fui conhecendo mais o meu público. Eu acho também que eu fui me permitindo à ser mais eu, a mostrar esse meu lado que eu não me levo muito à sério. Que eu dou umas “zoadas” de mim mesma e das situações da vida.

Também, eu sempre gostei de falar sobre comportamento. Então, a partir do momento que eu comecei a fazer os tutoriais no instagram de 15 segundos – são as esquetes divertidas e tal -, eu comecei à entrar nesse mundo de relacionamento com mais força e eu também senti que as pessoas começaram à vir até mim pedindo conselhos, desabafando e contando história. Então eu acho que foi uma coisa muito natural. Mas o marco disso mesmo, para se tornar uma profissão mesmo, um trabalho, acho que foi a parte dos tutoriais.

Sua mãe, a Psicóloga Blenda Oliveira (@blenda_psi), participou do livro?

Tem, o espaço que tem dica da psicóloga, é da minha mãe. Ela escreveu as dicas da psicóloga nas fases da fossa. Ela é uma pessoa com quem eu converso muito. Com quem eu troco muitas ideias, eu nunca intitulei psicóloga nem especialista. Eu sou uma pessoa que fala sobre esse assunto. Eu sei muito bem o meu lugar, então eu acho que ela traz um conteúdo muito legal. Eu acho que ela traz uma forma mais profissional de falar sobre esse assunto que eu misturo com os meus pensamentos, com o jeito que eu gosto de falar. Então, eu acho que ela é super importante.

Qual foi a sensação quando você colocou o “ponto final” no livro?

Nossa, é assim: o convite foi muito de repente, eu não esperava, foi da editora que eu recebi numa mensagem direta na página do meu Facebook que eu olhei e fiquei: “meu Deus, como assim escrever um livro?”. Eu nunca achei que eu ia ser capaz mas na hora que eu sentei e escrevi o manual, foram dois meses no máximo. Porque eu escrevi muito rápido pois eu tinha muita coisa que eu queria colocar. E foi muito divertido, então acho que na hora que acabou, que eu vi a primeira prova em casa – que eu chorei, né? Óbvio, porque é uma emoção, né? Um livro é uma coisa diferente. E foi muito legal, eu senti que tinha cumprido uma etapa. E também senti que esse livro ia mudar muita coisa na minha vida profissional, e realmente mudou. As coisas mudaram muito desde que eu lancei o livro e eu acho que eu venho trabalhando forte nesse assunto no empoderamento das mulheres, da autoestima. Então assim, o ponto final do livro foi um parágrafo de começo para uma fase muito legal da minha vida. Então, incrível!

E o Renato (marido)? Como fica com a produção do seu primeiro livro e suas conquistas? 

Ah, ele super me apoiou. Ele é um mega de um parceiro. Uma pessoa que torce muito mesmo. Assim, acho que eu não estaria com uma pessoa diferente, porque para mim é muito importante mesmo esse apoio. Então, eu acho que a gente se apoia nas nossas profissões. Então, ele amou. Ele pulou a parte de começo que eu falo do ex (risos) mas ele ficou muito orgulhoso.

A internet e o SnapChat

E é claro, fez Snaps com seus seguidores ;D Foto: Culturalmente Falando
E é claro, fez Snaps com seus seguidores ;D Foto: Culturalmente Falando

O Snap: eu já me considerava meio fora da casinha de fazer palhaçada. No snap é tipo uma libertação, porque tipo, vai apagar em 24h. Então você fala maravilhoso, fala com maquiagem, sem maquiagem, acordando, dormindo. Você fica muito próximo das pessoas. É uma coisa que eu acho que traz mais fidelidade para o seu público e você conhece muito mais seu público com snap. Eu abri o meu chat com as pessoas, eu falo com as pessoas, eu respondo, eu realmente interajo muito. Então pra mim é realmente uma rede social incrível.

Depois da internet, da série na TV, do livro, tem mais algum projeto em vista? 

Tem! Projeto secreto/exclusivo. Quando eu falo “exclusivo” ou escuto alguém falar, eu não aguento! (caiu na risada).  – Para quem segue a Mica no SnapChat sabe que a irmã dela, a Gabi, às vezes “invadi” sua conta e faz sátiras das blogueias no papel da Gabi Blogueira, que também brinca muito com os “projetos exclusivos” das blogguers.

Mas esse projeto eu realmente não posso falar pois ele não está feito. É um projeto muito especial que eu acho que vai englobar todo esse meu trabalho.

Vai ter outro livro?

Vai sim! 😀

E o lançamento?

o lançamento do próximo livro em outubro.

Simpatia ao receber suas leitoras. Foto: Culturalmente Falando
Simpatia ao receber suas leitoras. Foto: Culturalmente Falando

Mica também comentou da vontade de escrever uma série para a Televisão. Quem sabe? Nós ficaríamos muito felizes! Por enquanto ficamos de olho nas redes sociais dela: instagram: @micarocha / Snap: micamrocha / FaceBook: Mica Rocha

Mica, obrigada pela entrevista e carinho ao me receber!

 

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Carol Cruz

Uma pessoa completamente apaixonada pela cultura (por todo tipo de cultura), uma produtora vidrada pelo mundo do teatro, principalmente dos musicais. Viciada em uma adrenalina de uma produção, seja ela em um ao vivo ou em um evento. Fofurices me encantam mas Caetano também. Escreve culturalmente através deste blog!

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