“Elis, a Musical” volta em cartaz com nova atriz mas com o mesmo bom espetáculo.

Captura de Tela 2016-04-07 às 15.26.21
Foto: Caio Gallucci/ Divulgação

Após um tempo de “férias”, “Elis, a musical” volta aos palcos brasileiros com uma pequena turnê, inclusive já foi recebido pelo Recife e agora segue para outros estados do país. A história do espetáculo não conta a vida por inteira da artista, mas traz alguns dos principais momentos importantes da vida de Elis Regina, nossa pimentinha e a melhor cantora do Brasil. Alguns fatos até não precisaram ser apresentados por fala, só a expressão dos atores em cena já basta.

Captura de Tela 2016-04-07 às 15.27.07
Foto: Caio Gallucci/ Divulgação

E essa é a palavra do musical: expressão. Expressão é o que dá para perceber nos atores que estão ali com uma “baita” de uma pressão para interpretar uma pessoa que realmente existiu, ou seja, não é nada ficcional. Destaque nesse ponto para a atriz Lilian Menezes que traz uma Elis bastante intensa, como ela realmente era.

Outro destaque é o ator Marcelo Varzea no papel de Ronaldo Bôscoli, o forte, o duro e o machista e ao mesmo tempo Marcelo também traz o gênio e impaciente Tom Jobim. Interpretações de personagens bem diferentes feita por um ator só. BRAVO.

Claudio Lins no papel do doce Cesar Camargo Mariano (aqui tem uma questão à ser debatida pois pelo o que consta em estudos sobre, o Cesar não era tão doce assim), Ícaro Silva, que interpreta Jair Rodrigues  lembra o próprio cantor com seus trejeitos e voz. Quando os dois, Ícaro e Lilian, dividem o palco com a encenação do programa “O Fino da Bossa”, parceria entre Elis e Jair na época, escutei claramente ao meu redor comentários do tipo: “Gente, igualzinho ao programa que passava naquela época. Se fechar os olhos dava para imaginar o programa em si.”

O cenário simples mas funcional deixa claro que a proposta realmente é focar nas interpretações e na história, e não fazer uma mega produção. Além de uma cenografia “multi-uso”, o telão projetando algumas imagens e “fundos” – como se fossem painéis -,  traz uma dinâmica melhor e até uma beleza diferenciada, inclusive, um pouco mais de emoção em algumas cenas. Talvez seja pelo diretor do espetáculo, Dennis Carvalho, ser um nato diretor de televisão e por ser sua estreia no teatro.

12814557_524113444435017_6401802128295532257_n
Foto Reprodução Instagram Elis A Musical

Mas o que – na minha visão – se destaca (e muito), é a COREOGRAFIA. Tudo bem marcado, bem coreografado. O movimento traz e ajuda na transição muito bem feita de uma cena para outra. Isso tudo junto com a voz dos atores e uma seleção de músicas que é um destaque à parte. Creio que tenha sido a parte mais difícil para escrever o roteiro, ou seja, ter que escolher umas entre tantas obras de Elis.

Para quem quiser assistir ao espetáculo, pois a turnê ainda viajará pelo país durante o primeiro semestre, basta entrar no site.

Captura de Tela 2016-04-07 às 15.26.02
Foto: Caio Gallucci/ Divulgação
Gostou do meu post? Então compartilha!

Carol Cruz

Uma pessoa completamente apaixonada pela cultura (por todo tipo de cultura), uma produtora vidrada pelo mundo do teatro, principalmente dos musicais. Viciada em uma adrenalina de uma produção, seja ela em um ao vivo ou em um evento. Fofurices me encantam mas Caetano também. Escreve culturalmente através deste blog!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *