#Prêmio! Confira os vencedores do Prêmio São Paulo de Literatura de 2016!

Beatriz Bracher, a grande vencedora da noite que levou o Prêmio de Melhor Romance do Ano pelo livro Anatomia do Paraíso.
Beatriz Bracher, a grande vencedora da noite que levou o Prêmio de Melhor Romance do Ano pelo livro Anatomia do Paraíso.

Na noite da última segunda-feira (10), foi realizada a 9ª edição do Prêmio São Paulo de Literatura. Produzido pelo Governo do Estado, a premiação aconteceu na Biblioteca Parque Villa-Lobos, contou com nomes como Adriana Couto (jornalista – que o blog adora – e responsável pela apresentação do prêmio) e o Governador do Estado Geraldo Alckimin e, pela primeira vez, teve como vencedores só nomes paulistas.

O objetivo principal do Prêmio São Paulo de Literatura é ajudar à incentivar a produção literária no estado, movimentando o setor da economia e promover a aproximação entre escritores e leitores para intercâmbio de ideias (pois antes da premiação, alguns encontros entre os finalistas e o público foram realizados).

Mas vamos aos vencedores?

As categorias foram divididas em três: Melhor Livro de Romance do Ano, Estreante na categoria -40 (com menos de 40 anos) e Estreante na categoria +40 (com idade a cima de 40).

Melhor Livro de Romance do Ano

(Prêmio de R$ 200 mil e participação da Feira Internacional do Livro de Guadalajara)

Beatriz Bracher, pelo seu Anatonia do Paraíso (Editora 34). 

Estreantes +40

(Prêmio de R$ 100 mil)

Marcelo Maluf, por seu A Imensidão Íntima dos Carneiros (Editora Reformatório)

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Estreantes -40

(Prêmio de R$ 100 mil)

Rafael Gallo, pelo Rebentar (Editora Record).

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Justificativa para Melhor Livro do Ano

“Livro intenso, com personalidade desde a primeira página, inteligente e provocador, escrito em linguagem bela e refinada, com descrições precisas, visuais, associadas à construção da tensão. O livro é uma longa parábola sobre contraposições: ver e não ver, dor e gozo. A escritora explora a sensualidade: a intelectual, que se deleita em Milton, e a sensorial, que é a de estar vivo, e que aflora tanto no sexo como no sentimento amoroso. O prazer pode vir tanto de uma nova tradução de Milton como da degustação de um x-salada com ovo. Em settings insólitos e contrapostos Milton, poeta inglês do século XVII, é longamente narrado e comentado, por exemplo, por dois rapazes, amigos – e amantes -, na praia, entre cenas de sexo e ternura. Não é uma leitura fácil, e essa é outra qualidade desse romance.”

Justificativa para Estreante -40 

“Às vezes, a condução do enredo nos dá a impressão de que o autor vai escolher alguma saída redentora, mas ele não faz isso e sustenta de modo vigoroso, por quase 400 páginas, essa história de um aprendizado impossível.”

Justificativa para Estreante +40

“Romance ao mesmo tempo delicado, sobretudo na linguagem, e forte, na idéia de que toda tragédia perpetua, ainda que de forma não aparente. O autor bebe com felicidade incomum na tradição da narrativa e das fábulas para dar conta de uma trama que se passa em tempos e realidade tão distante.”

 

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Carol Cruz

Uma pessoa completamente apaixonada pela cultura (por todo tipo de cultura), uma produtora vidrada pelo mundo do teatro, principalmente dos musicais. Viciada em uma adrenalina de uma produção, seja ela em um ao vivo ou em um evento. Fofurices me encantam mas Caetano também. Escreve culturalmente através deste blog!

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