Quando a arte e a natureza se juntam

Ana Carina Lauriano/Flickr
Melhor vista do Rio de Janeiro. Foto: Ana Carina Lauriano/Flickr

Arte e natureza em um mundo só. Nunca imaginei que encontraria um lugar assim. Nunca imaginei que seria neste lugar que acharia uma das vistas mais bonitas do Rio de Janeiro. Se você ainda não adivinhou que lugar é esse, é simples: Parque Lage.

É lindo demais! Mesmo estando nublado no dia da nossa visita
É lindo demais! Mesmo estando nublado no dia da nossa visita. Foto Carolina Cruz.

Na última e primeira visita que fiz eu fui bem despretensiosa, sem expectativa nenhuma (geralmente é desse jeito que as melhores coisas acontecem) e quando cheguei lá não me deparei apenas com uma piscina mais famosa do cinema brasileiro (tudo bem que rolou uma decepção pois dona Marisa Monte ia fazer um show depois de uns dias e a piscina estava fechada), me deparei com pessoas respirando arte e ar puro. Me deparei com um jardim expetacular (quase tão expetacular quanto o do Museu Nacional – um dos próximos posts), me deparei com exposições, me deparei com vida!

Foto Carolina CruzFoto Carolina Cruz

Uma parada clássica para um cafézinho na beira da piscina e uma observação para aquele lugar que ganhava movimento com os alunos da Escola de Artes Visuais ( EAV – desde 1975) que pertence ao espaço.

Foto Carolina CruzFoto Carolina CruzE quando pensei que a visita tinha acabado ali, não, estava muito enganada. Tinha mais a outra parte do jardim imenso para conhecer. Vimos um “aquário” dentro de rochas – BELISSÍMO! Vi um espaço (uma Oca) para os índios. Isso mesmo! Para uma determinada tribo que quando chega no Rio de Janeiro se “hospeda” lá (só não vou lembrar o nome deles agora).

 

 

Enfim, é tão mágico! E ainda a visita é GRATUITA!

Foto arquivo pessoal
Jardim de dentro para fora

Um pouco da história:

O espaço pertenceu á muitas, muitas pessoas… Primeiro foi a fazenda de Fagundes Varela do Engenho de Açúcar Del Rei, depois passou para Rodrigo de Fritas Mello e Castro, depois passou finalmente para as mãos de Antônio Martins Lage. Mas não pára por aí. Depois veio Sr. César de Sá Rabello só que em seguida o palácio volta para as mãos da família Lage quando o neto de Antônio, Henrique Lage, consegue recuperar o espaço.

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Jardim de fora para dentro. Foto: Reprodução Internet

Então, foi quando a sua mulher, Gabriella Besanzoni, que era cantora lírica fundou a Sociedade do Teatro Lírico Brasileiro. Mas foi em 1948 que a casa começa a ter novos habitantes, os sobrinhos-netos da própria Gabriela: MArina Colasanti e Arduíno Colassanti, e que transformaram o espaço em local onde a sociedade carioca se reunia para grands festas.

Foi aí que as contas foram aumentando e o dinheiro pequeno, então, tiveram que passar a casa para o Banco do Brasil. Depois o espaço foi tombado como patrimônio histórico e artístico com o apoio do governador da época, Carlos Lacerda.

Isso foi em 1948, quando chegou a década de 1960, Roberto Marinho ainda quis construir no local a Sede da Rede globo, mas não. Hoje funciona no local a EAV, apenas. E muitas exposições belíssimas para a gente apreciar e depois parar para tomar um belo de um café, e para finalizar uma volta no jardim para belas fotos.

“Ponto negativo”: não seria bem um ponto negativo mas seria uma energia que você sente muito pesada nesse espaço. O local é onde os escravos da época lavavam as roupas de “seus donos”, um dos cantos por onde passam as águas do rio que existe lá dentro.

Foto Carolina Cruz
Espaço em que os escravos lavavam as roupas de “seus donos”. Foto: Arquivo Pessoal

Para quem tiver interessado tem muitos cursos de férias acontecendo nos próximos meses na EAV, e muitas exposições estão chegando agora.

Fotos: Carolina Cruz e Arquivo Pessoal.

Programação completa no site da EAV.

Serviço:

Rua Jardim Botânico,414

Jardim Botânico

Rio de Janeiro – RJ

eav@eavparquelage.rj.gov.br

Tel 21 3257.1800

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Carol Cruz

Uma pessoa completamente apaixonada pela cultura (por todo tipo de cultura), uma produtora vidrada pelo mundo do teatro, principalmente dos musicais. Viciada em uma adrenalina de uma produção, seja ela em um ao vivo ou em um evento. Fofurices me encantam mas Caetano também. Escreve culturalmente através deste blog!

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